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Quarta, 08 de Maio de 2013 09:46

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Novos objetos pedagógicos ajudam a comunicação com alunos autistas


Entrega do “relógio de parede”, na Escola Municipal Especial Professora Mariza Azevedo Catarino. Da esq. para a dir: Janete Rocha Cícero (INT), a diretora Simone Oliveira, Saul Mizrahi e a professora Regina.Entrega do “jogo de Atenção Conjunta”, com Janete Cicero, a Professora Magda Carvalho, a diretora Simone Oliveira e Saul Mizrahi.Avaliação do Jogo de Atenção Conjunta, com a professora Magda Carvalho e aluno da Escola Municipal Especial Profª; Mariza Azevedo Catarino.

A tecnologia pode facilitar o aprendizado e ajudar a incluir no convívio social alunos com limitações psicomotoras. Esse é o papel da Tecnologia Assistiva para Educação inclusiva, que nomeia uma linha de pesquisa do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI), já responsável pela transferência de alguns produtos para a sociedade através do Projeto FAPERJ “Desenvolvimento e produção de recursos pedagógicos para suporte à inclusão de alunos com deficiência em escolas públicas dos sistemas municipais de ensino”.

No mês de abril, o projeto entregou objetos pedagógicos de apoio ao processo de ensino e aprendizagem de alunos com autismo na Escola Municipal Especial Professora Mariza Azevedo Catarino, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Construídos com tecnologia transferida para a empresa Mamulengo Brinquedos Educativos e Pedagógicos, os produtos – jogo de atenção conjunta, relógio de parede, quadro de atividades diárias, prancheta tipo cavalete, jogo da memória e boneco tamanho natural com expressões faciais – foram desenvolvidos por pesquisadores da área de Engenharia de Avaliação e Gestão da Produção, com design projetado pela área de Desenho Industrial do INT.

Os produtos foram concebidos com base nas demandas relatadas pelos professores dessa escola especializada e nas discussões com especialistas da Secretaria de Educação de São João de Meriti, da Fundação Municipal de Educação de Niterói, e das universidades Federal Fluminense (UFF) e Estácio de Sá (Unesa), parceiros no projeto financiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

“A integração com os parceiros é fundamental, pois é a partir da sua experiência junto com o público do projeto que desenvolvemos esses recursos pedagógicos; que são ainda avaliados em sala de aula pelos professores”, explica o coordenador do projeto, o pesquisador Saul Mizrahi, doutor em engenharia de produção com o tema Gestão Estratégica Multicultural aplicada a Instituições de Ensino.

“A área de Tecnologia Assistiva para Educação Inclusiva tem um vasto potencial de pesquisa e desenvolvimento, com resultados de inovação em curto prazo, obtidos com poucos recursos, mas que fazem a diferença para a sociedade”, destaca a pesquisadora Janete Rocha Cicero, administradora, mestre em tecnologia com o tema Projetos de Pesquisa e Políticas Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Objetos pedagógicos

O primeiro objeto do projeto para uso pedagógico entre alunos com autismo, foi o jogo de atenção conjunta, que teve duas unidades entregues, no dia 2 de abril, na Escola Profª Mariza Azevedo Catarino. Formado por pinos com figuras, que correm por trilhos no contexto de uma paisagem, o objeto pode ser acionado pelo próprio usuário, ativando sua coordenação motora, ou pelo orientador, que pode mover as figuras por trás da prancha, trabalhando a sua concentração conjunta.
Os demais artefatos foram entregues no dia 26, incluindo o relógio de parede, criado para favorecer a comunicação com os autistas, com foco na sua atenção às tarefas do dia-a-dia e no desenvolvimento da noção de tempo. A parte principal do objeto possui um círculo onde se fixam os horários de início e fim das atividades. À direita, há espaço para serem fixadas imagens ilustrando a tarefa.

Na mesma linha, de visualização das tarefas, foi criado o quadro de atividades diárias – com a listagem das atividades do dia para cada aluno da turma – e cartões de visualização de atividades, com imagens para comunicação mútua entre alunos e professores.

Outro produto, os bonecos em tamanho natural, com 1,50 m de menino e menina, dão lugar a trocas de roupas e de expressões faciais. Presas à parede, as peças dão representação a profissões, atividades e emoções, estimulando a associação de imagens na abordagem dos temas didáticos, incluindo aspectos de gênero e de cuidados com o corpo, e na expressão dos sentimentos dos alunos.

Outras vertentes

Com trabalhos voltados para a pesquisa e desenvolvimento em Engenharia de Produção, o projeto “Desenvolvimento e produção de recursos pedagógicos para suporte à inclusão de alunos com deficiência em escolas públicas dos sistemas municipais de ensino” envolve também temas como gestão estratégica, sistemas de informação, gestão do conhecimento, comunicação e mecatrônica. Além dos produtos didáticos para alunos com autismo, o trabalho do grupo já produziu e aperfeiçoa o mural eletrônico acessível, para pessoas com deficiência visual e auditiva, kits didáticos para o ensino de física, e os sistemas Sigesc AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem Cooperativa e SigescWEB – Tecnologia de Gestão para Instituição de Ensino.

Para saber mais sobre a linha de pesquisa Tecnologia Assistiva para Educação Inclusiva visite o blog http://escolainclusiva.int.gov.br.

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