Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Notícias

“Logística e sonegação ainda são problemas para aumento no teor de biodiesel”, afirma representante de distribuidoras

Publicado: Quinta, 03 de Outubro de 2019, 12h15
imagem sem descrição.

Com boas possibilidades técnicas para o Brasil continuar a ampliar o percentual de biodiesel na mistura do diesel comercial na direção dos 15% (B15), nos próximos anos, a logística ainda é um grande desafio. O alerta foi feito na terça-feira (1/10) pelo vice-presidente executivo da Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombuistíveis (Brasilcom), Abel Leitão, no segundo dia de atividades do Workshop da Rede de Serviços Tecnológicos e de Pesquisa em Biocombustíveis (RBiocomb), que termina hoje (3/10), no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro.

Segundo o executivo da Brasilcom, a progressão do B11 para o B15 impactaria no aumento de 50% no atual estoque e no transporte do biocombustível para a mistura, o que requer um grande esforço logístico, com investimento em toda a cadeia de distribuição de combustíveis em geral, formada por distribuidoras e revendedores. Em sua estimativa, seriam necessários aportes totais da ordem de R$ 82 bilhões de reais, sendo R$ 38,5 bilhões na produção de biocombustíveis, R$ 37,2 bilhões em infraestrutura multisetorial, e o restante em ferrovias, portos e dutos.

“Para conseguirmos esse investimento precisamos criar um ambiente propício, o que não existe atualmente por conta da grande concorrência desleal daqueles que sonegam: sendo os impostos responsáveis por até 60% do preço dos combustíveis em geral, a sonegação favorece a concorrência desleal que elimina os bons players” – avalia Abel Leitão. Os valores da sonegação e inadimplência de ICMS no setor de combustíveis somam R$ 7,2 bilhões ao ano, segundo dados de julho de 2019 da Fundação Getulio Vargas (FGV), em estudo encomendado pela Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural).

O vice-presidente executivo da Brasilcom também aponta para um problema localizado qualidade no diesel veicular que está chegando nas regiões de Goiás, Minas Gerais e oeste da Bahia.

Fim do conteúdo da página