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Novas diretrizes do MCTIC para Tecnologia Assistiva são apresentadas em colóquio no INT

Publicado: Quinta, 13 de Junho de 2019, 16h43

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A estruturação de uma política pública de incremento à área de Tecnologia Assistiva foi destacada no dia 12 de junho, no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), na palestra de abertura do II Colóquio sobre Tecnologia Assistiva e Inclusão, apresentada pela engenheira Maria Cláudia Ferrari de Castro, diretora do Departamento de Tecnologias para Programas de Desenvolvimento Sustentável e Sociais (DEPDS) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Maria Cláudia Castro frisou o direcionamento do MCTIC para atender às demandas tecnológicas dos outros ministérios nessa área, dando ênfase ao desenvolvimento de produtos e projetos finalizados para atendimento à pessoa com deficiência e mobilidade reduzida. A diretora do DEPDS enumerou ações do Plano Nacional de Tecnologia Assistiva, que envolve a recriação do Comitê Interministerial, o fomento à Rede Nacional de P&D e à pós-graduação no tema, além da organização de um sistema próprio de certificação, incremento à participação da indústria nacional nas compras públicas desta área, entre outras iniciativas.

O II Colóquio sobre Tecnologia Assistiva e Inclusão foi promovido pelo INT em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Estácio de Sá, se inserindo no contexto do projeto “Inclusão de pessoas com deficiências: desenvolvimento e aplicação de tecnologias assistivas na escola e na vida” apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). O evento teve como foco políticas, inovação e autonomia da pessoa com deficiência. A abertura do do Colóquio foi feita pelo diretor do INT, Fernando Rizzo, e pela coordenadora do PPGE da Estácio, Alzira Batalha Alcântara.

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As palestras abordaram diversos aspectos da Tecnologia Assistiva, agregados em temas com mesas redondas ao final. No primeiro bloco, além da diretora do DEPDS, falaram a pedagoga Izadora Martins da Silva de Souza, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e o designer Julio Cezar Augusto da Silva, pesquisador da área de Desenho Industrial do INT e coordenador do Núcleo de Tecnologia Assistiva do INT. A mesa contou com a mediação do pesquisador Saul Eliahú Mizrahi, da área de Engenharias de Avaliações e de Produção do INT.

Izadora Martins apresentou ações desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa Observatório de Educação Especial e Inclusão Educacional (ObEE) da UFRRJ, abordando o uso da tecnologia relacionado às políticas de inclusão do público da Educação Especial. Ela mostrou a experiência da implementação de um protocolo de desenho universal da aprendizagem para orientar a produção de livros didáticos acessíveis, destinados à escolarização desse público.

Julio Silva mostrou um histórico das ações de Tecnologia Assistiva do INT, que começa em 1980, com as primeiras cadeiras de rodas diferenciadas que proporcionaram a conquista de medalhas a atletas paralímpicos. Atualmente o trabalho do Instituto nessa área tem uma atuação multidisciplinar, que envolve competências em design, engenharia eletrônica, engenharia mecânica, computação, certificação, engenharia de produção, ergonomia, biomecânica, tecnologia de materiais e educação física. Entre os resultados, estão alguns prêmios de design e patentes de soluções com foco em mobilidade, esporte, comunicação, educação e geração de trabalho e renda.

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Na mesa “Inclusão social e escolar: a autonomia da Pessoa com Deficiência”, coordenada pela professora Helenice Maia, do PPGE da Estácio, se apresentaram Marta Pires Relvas (Estácio),  Naiara Miranda Rust (Instituto Benjamin Constant), e José Otávio Pompeu (UFRJ).

A professora Marta Relvas mostrou as contribuições neurocientíficas na Educação Inclusiva, revelando como o estudo sobre o funcionamento dos cérebros na sala de aula pode ajudar o educador a ensinar melhor, ao compreender as diferentes formas de aprender. Segundo a professora, essa percepção dada pela Neurociência contribui para integrar não somente os alunos com deficiência, mas os diversos perfis emocionais, cognitivos, sociais e colaborativos presentes na sala de aula, tornando a educação mais inclusiva.

Naiara Rust falou sobre recursos e metodologias pedagógicas em ciências naturais para pessoas com deficiência visual. Professora do Instituto Benjamim Constant, ela ressaltou a importância da utilização de objetos tridimensionais para representar os conteúdos de sala de aula e despertar o aprendizado a partir das mãos.

Professor do Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE/UFRJ), o terapeuta ocupacional José Otávio Pompeu apresentou o tema “Tecnologia Assistiva e Autismo”. Identificando-se ele mesmo dentro do espectro autista, ele mostrou como o autismo é diversificado e deve ser trabalhado individualmente. Para isso mostrou como objetos simples podem ser incorporados ao processo de aprendizado, conforme a percepção do indivíduo.

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Na mesa “Em diálogo com a vida”, apresentada pela pesquisadora Carla Patrícia, da área de Desenho Industrial do INT, trouxe a participação dos professores Alessandro Câmara de Souza, da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Fundação Municipal de Educação de Niterói, e Claudemir do Nascimento Santos, presidente da Associação Vencedores Adaptados (AVA). Eles mostraram experiências na área de Educação Física e Reabilitação, que utilizam o esporte como instrumento para o desenvolvimento de pessoas com deficiência.

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Encerrando o evento, foram apresentados os resultados do projeto “Inclusão de pessoas com deficiências: desenvolvimento e aplicação de tecnologias assistivas na escola e na vida” apoiado pelo Programa Apoio a Grupos Emergentes de Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (Edital Faperj nº 4/2016) da Faperj. Organizado pelas professoras Helenice Maia e Stella Pedrosa, do Programa de Pós-Graduação em Educação da UNESA, em conjunto com o INT, este projeto reúne professores e pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e outras instituições com trabalhos de referência na área. O trabalho resulta de projetos anteriores voltados à tecnologia assistiva e financiados pela Faperj (2009-2010, 2012-2013 e 2014-2016). Segundo o organizador do Colóquio, Saul Mizrahi, “esse trabalho contínuo têm possibilitado o desenvolvimento de objetos pedagógicos para o ensino de crianças com deficiências e contribuído para sua inclusão escolar e social”.

Assista ao evento em: https://www.youtube.com/watch?v=e02AT7CRT8I

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