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Representado pelo diretor do INT, MCTIC participa da inauguração da nova exposição do Museu Nacional

Publicado: Quinta, 17 de Janeiro de 2019, 15h58
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O Museu Nacional/UFRJ inaugurou nesta quarta-feira (16/01) a sua primeira exposição, depois do incêndio que destruiu grande parte de suas instalações, em setembro de 2018. Com o tema Quando Nem Tudo era Gelo – Novas Descobertas no Continente Antártico, a mostra está abrigada no Centro Cultural Museu Casa da Moeda do Brasil, na Praça da República, no Centro do Rio de Janeiro, onde o Museu Nacional teve a sua primeira sede.

Representando o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o diretor do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Fernando Rizzo, participou da solenidade de inauguração.

“É muito bom reconhecer um museu como um lugar de pesquisa, e o Museu Nacional revela esta vocação nesta belíssima exposição. Neste caso, uma pesquisa feita em condições bastante árduas, mas com resultados muito importantes. Gostaria de trazer a esperança de que se consolide no país a percepção de que as instituições de pesquisa podem fazer muito mais, se tiverem um maior apoio” – destacou o diretor do INT, apontando para um futuro onde se possa comemorar o resgate e a difícil reconstrução do MN/UFRJ.

Identificando o INT como um dos vários institutos coordenados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Fernando Rizzo destacou a intensa cooperação deste com o Museu Nacional. “Por conta dessa parceria, foram digitalizadas mais de 300 peças que vão ser recuperadas por meio da impressão 3D, área onde o INT foi pioneiro no Brasil”. O diretor do INT exemplificou esses esforços, assim como o pioneirismo e os resultados obtidos pelos institutos de pesquisas, universidades e museus, como essenciais ao desenvolvimento do País.

Marcelo Morales, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC. (Foto: Luana Carmelina/INT)A participação do MCTIC esteve marcada também pela presença do secretário de políticas e programas de pesquisa e desenvolvimento do Ministério, Marcelo Marcos Morales. O secretário destacou o lugar do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) nas políticas nacionais de Ciência e Tecnologia. Mantido com apoio operacional da Marinha do Brasil e financiado pelo Ministério, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Programa viabilizou as pesquisas de campo sobre rochas e fósseis do projeto Paleoantar do Museu Nacional, que deu origem à nova exposição.

Marcelo Morales também relatou a participação do CNPq, que destinou recursos que se somam ao esforço conjunto de reconstrução do Museu Nacional, frisando o papel de destaque da Instituição para a pesquisa científica brasileira.

O diretor do Museu Nacional, o paleontólogo Alexander Kellner, reafirmou a importância estratégica da pesquisa: "A Antártida é objeto de cobiça de vários países. Somente vão opinar sobre o que vai acontecer futuramente com o continente aqueles países que tiverem pesquisa lá".

A exposição revela para o público parte importante dos objetos relacionados a essas descobertas. “O museu continua vivo e continua desempenhando sua função, graças a esse trabalho” – conclui Kellner.

A solenidade de inauguração contou ainda com a presença do presidente em exercício da Casa da Moeda do Brasil, Abelardo Duarte de Melo Sobrinho; do representante da Marinha do Brasil e do Programa Proantar, capitão de fragata Luciano de Assis Luiz; da curadora da exposição, Juliana Sayão; do reitor da UFRJ, Roberto Leher, e da vice-reitora, Denise Nascimento.

A exposição

Fóssil de molusco do período Cretáceo Superior, com mais de 72 milhões de anos (Foto: Luana Carmelina/INT)

Aberta ao público a partir desta quinta-feira (17/01), a exposição Quando Nem Tudo Era Gelo – Novas Descobertas no Continente Antártico fica em cartaz até 17 de maio. Planejada antes do incêndio para acontecer em outubro, a exposição precisou ser reconstruída, reunindo cerca de 160 peças, das quais apenas oito faziam parte do acervo original, tendo sido resgatadas dos escombros do incêndio. Entre estas há um tronco fossilizado com idade estimada de pelo menos 70 milhões de anos.

Já entre as novidades trazidas do continente gelado, um dos destaques é um pedaço de asa (falange) de um pterossauro. É a segunda peça deste tipo já encontrada.

No hall de entrada, os visitantes podem ter contato com o trabalho dos paleontólogos e conhecer mais sobre a importância do Museu Nacional para o desenvolvimento da Paleontologia e outras ciências no Brasil.

Espécies que povoam a Antárdida hoje. (Foto: Luana Carmelina/INT)

Em seguida, há uma sala sobre a Antártida nos dias atuais e outra onde o continente é visto no período Cretáceo, há mais de 65 milhões de anos. Nesta era, o clima era bastante ameno, revelando flora e fauna abundantes, característicos de regiões tropicais. Segundo a curadora Juliana Sayão, esse aspecto traz uma importante reflexão acerca das mudanças climáticas atuais.

Em um espaço interativo os visitantes podem também andar em um quadriciclo, semelhante ao usado nas pesquisas do Programa Antártico Brasileiro, com cenário de um iceberg ao fundo.

O Centro Cultural Museu Casa da Moeda fica na Praça da República, nº 26, no Centro do Rio. A exposição tem entrada gratuita.

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