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Arte e tecnologia dialogam na Bienal de Arte Digital

Publicado: Quinta, 01 de Fevereiro de 2018, 09h54

Equipe do LABIO, no INT, prepara o meio da bactérias para a obra "Caravel". (Foto: Amanda Oliveira/INT)

Com o tema "Linguagens híbridas", a Bienal de Arte Digital se inicia nesta segunda-feira (5/02), no Oi Futuro Flamengo, com vários exemplos de trocas interessantes entre a arte e diversos campos da tecnologia. A presença do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) no evento reforça a ideia de que estes dois campos do conhecimento têm um diálogo cada vez mais intenso no caminho da inovação. O INT dá suporte à biomáquina criada pelo artista Ivan Henriques, por meio de seu Laboratório de Biocorrosão e Biodegradação, e integra a programação do simpósio do evento, com palestra do diretor do Instituto, Fernando Rizzo. 

INT da suporte à obra do artista Ivan Henriques

No Laboratório de Biocorrosão do INT, pesquisador manipula uma das escovas onde serão colocadas as bactérias que movem a biomáquina "Caravel". (Foto: Amanda Oliveira/INT)Um robô flutuante para limpar as águas de rios e lagoas movido por bactérias que se alimentam dos poluentes. Essa ideia se tornou realidade na obra "Caravel", do artista transdisciplinar e pesquisador Ivan Henriques, que cria instalações multimídia utilizando sistemas vivos. A instalação foi desenvolvida com suporte de cientistas do Centro de Ecologia e Tecnologia Microbiana (CMet) da Faculdade de Bio-Engenharia da Universidade de Gent, na Bélgica. O trabalho será uma das atrações de destaque na  Bienal de Arte Digital, que acontece de 5 de fevereiro a 18 de março, no Rio de Janeiro. Em sua apresentação no Brasil, a instalação conta com o suporte do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), que realiza a cultura das bactérias que moverão o robô sustentável.

Radicado desde 2009 na Holanda, onde atua como professor da Universidade Livre de Amsterdã, o carioca Ivan Henriques,  buscou contato com o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ), que já havia sido parceiro no desenvolvimento de outros trabalhos. Diante da demanda de apoio laboratorial para o manejo de bactérias, o biólogo Guilherme Matos, professor do Cefet, indicou o Laboratório de Biocorrosão e Biodegradação (LaBio) do INT – onde realizou entre 2011 e 2016 a parte experimental de seu doutorado – para preparar os microrganismos a serem utilizados na instalação. Além de Guilherme, agregaram-se à equipe os pesquisadores do LaBio, Márcia Luterbach – sua coorientadora de doutorado – e o biólogo Diogo Coutinho. No INT, estão em curso os trabalhos de microbiologia, desenvolvidos no LaBio, e também de eletroquímica, com suporte do Laboratório de Corrossão e Degradação (LaCor), que fornecerão a energia para a obra "Caravel" se movimentar no Oi Futuro.


Simpósio terá palestra do diretor do INT


Prof. Fernando Rizzo.Além das obras, o Simpósio será um ponto alto da Bienal de Arte Digital, trazendo palestras sobre as várias experiências inovadoras nesta área. Em meio aos artistas que atuam na área, o diretor do INT, Fernando Rizzo, apresentará uma visão geral sobre o Instituto, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, revelando uma série de atividades e projetos que dialogam com o tema. Cenários virtuais 3D, prototipagem rápida, nanotecnologia e novos materiais são alguns desses exemplos, que prometem contribuir para a percepção sobre a crescente comunicação entre a pesquisa tecnológica e as novas propostas da arte digital. A palestra acontece no dia de abertura da Bienal, segunda-feira (5/02), às 14h30, na sequência da palestra de Ivan Henriques.

Engenheiro metalúrgico formado pela PUC-Rio, Fernando Rizzo possui mestrado pelo IME e doutorado pela University of Florida em Ciência dos Materiais. É professor titular da PUC-Rio, onde foi diretor do Departamento de Engenharia de Materiais e decano do Centro Técnico e Científico. Detentor da Comenda Nacional do Mérito Científico, é membro da ASM International (Sociedade Americana de Metais), da Academia Brasileira de Ciências, Academia Pan Americana de Engenharia e Academia Nacional de Engenharia. Foi diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e, em 2015, foi escolhido para dirigir o INT, Instituição que desenvolve tecnologia há 96 anos e atualmente utiliza novos recursos de pesquisa, na missão de transferir conhecimento e promover inovação tecnológica no Brasil.

* Para mais informações sobre a Bienal de Arte de Digital visite a página: http://bienalartedigital.com/programacao-rio/.

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