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INT sediará encontro voltado para a Indústria de renováveis

Publicado: Quinta, 16 de Fevereiro de 2017, 16h14

A necessidade de modernizar seus processos, junto à pressão crescente da sociedade e dos órgãos reguladores na proteção ao meio ambiente e à saúde, tem levado a Indústria Química a buscar cada vez mais soluções "verdes". Novas rotas tecnológicas sustentáveis também constituem grandes oportunidades de inovação, que se sobressaem como diferencial a procedimentos industriais já consolidados pelo setor.

Dedicada a promover no Brasil a Química Verde nas suas diversas dimensões, a Escola Brasileira de Química Verde (EBQV) realiza encontros anuais desde 2011 voltados à troca de informações entre pesquisadores atuantes no tema e à difusão de novas soluções para a Indústria Química. Envolvido desde sua criação com processos de utilização de matéria-prima renovável e participante constante nessas discussões, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTIC) sediará o VII Encontro da Escola Brasileira de Química Verde (VII EEBQV), marcado para os dias 9 e 10 de outubro de 2017.

QV Laboratorio LACATw

 

"A ideia do evento é juntar pesquisadores que atuam na fronteira do conhecimento e nas indústrias para trocarem informações e identificarem os novos desafios do setor", resume o pesquisador Marco Fraga, chefe da Divisão de Catálise e Processos Químicos (DICAP) do INT, envolvido diretamente na organização do evento. Fraga espera uma ampla participação de representantes de empresas do setor químico, ressaltando que "a Química Verde é um tema tecnológico estratégico, que visa substituir fontes derivadas de petróleo, mas também visa gastar menos energia, impactar menos o meio ambiente e trazer mais competitividade para a indústria". 

O chefe da DICAP lembra ainda que o campo de estudos é transversal, incluindo outras áreas do INT e os demais centros de pesquisa e universidades participantes, com várias ações de adequação de processos e transformação focadas em inovação. A Divisão de Catálise e Processos Químicos, especificamente, funciona desde 1984, com atuação de destaque em Química Verde.

A coordenadora do Comitê Organizador do VII EEQV, Lucia Appel, pesquisadora do Laboratório de Catálise do INT, destaca que esta edição do Encontro dará ênfase na busca da síntese de produtos e intermediários químicos a partir de matérias-primas renováveis. Em foco estará a obtenção de produtos químicos a partir de açúcares, glicerina, etanol e óleos vegetais, entre outras possíveis insumos oriundos do setor agroindustrial, por meio de processos químicos e bioquímicos, havendo conferências plenárias com pesquisadores de renome internacional, além de sessões técnicas e pôsteres. Appel observa também que o encontro se diferencia de outros eventos da área, pois não tem caráter acadêmico, sendo mais voltado para as indústrias, que serão maioria entre os palestrantes e a audiência. A pesquisadora pondera que, no entanto, haverá espaço para apresentação de trabalhos da Academia.

"A história do uso de renováveis pela indústria química e de combustíveis é um caminho sem volta, sendo que a velocidade dessas transformações naturalmente depende do volume investimentos neste âmbito" – relata Lucia Appel. Ela lembra que os EUA têm investido muito em biocombustíveis, por questões estratégicas e ambientais, com muito sucesso, e que, no Brasil, atualmente existem grupos de pesquisadores realizando trabalhos bastante relevantes em Química Verde.

 

"Além disso, vale destacar que, apesar da atual conjuntura, há empresas que continuam apostando em pesquisas nessa área e recursos do Governo já comprometidos com inovação, como no caso da Embrapii" – complementa a pesquisadora. Por sua vez, o País tem uma farta variedade de biomassas decorrentes da sua rica biodiversidade e atividade agrícola produtiva, que facilitam o desenvolvimento de novos processos de aproveitamento de renováveis.

 

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