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Novos espaços criativos fazem INT refletir sobre a inovação no futuro

Publicado: Sexta, 02 de Setembro de 2016, 20h17

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A realidade de espaços recentes como fablabs, makerspaces e negócios da chamada economia criativa fez o Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTIC), instituição tradicional de pesquisa e inovação tecnológica, trazer para sua sede, no dia 1º de setembro, o debate Novos espaços criativos e o INT no Futuro. Tendo como mediadora a ex-diretora e atual colaboradora do INT, Maria Aparecida Stalliviere Neves, a mesa-redonda reuniu pessoas com experiência nessa nova configuração de democratização do saber e inovação cidadã.

Fernando Rizzo, diretor do INT abriu o evento, destacando que o Instituto iniciou o período de comemoração de seus 95 anos de existência, buscando reflexões que permitam ampliar sua missão de continuar inovando e transferindo tecnologia à sociedade.

A primeira experiência foi apresentada por Gabriela Agustini, professora de Cultura e Tecnologia na FGV-Rio e na Universidade Cândido Mendes, e CEO da empresa social Olabi, que, durante o período das Olimpíadas do Rio, trouxe para o hall de entrada do INT – situado nas imediações do Boulevard Olímpico – o Ciclo de Oficinas Olabi no INT. Uma das organizadoras do livro "De baixo para Cima", que sintetiza essas tendências atuais de compartilhamento do conhecimento e experimentação, Gabriela frisou o papel da cibercultura, que, aliada a políticas públicas de incentivo à cultura digital e aos movimentos culturais das periferias, criou o ambiente para proliferação desses espaços. Em sua opinião, junto a novos arranjos produtivos, a cultura maker, que pôde observar em vários países antes de criar o makerspace Olabi, favorece um novo modelo de inovação mais inclusivo, onde todos podem ensinar e aprender.

Daniel Kraichete, diretor do Distrito Criativo do Porto, falou sobre esta iniciativa rede de empreendedores de economia criativa apoiada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP). Iniciado sua experiência como designer no INT, onde coordenou o Centro Design Rio, Daniel conta que levou para a rede o modelo de apoio aos empreendedores a partir das soluções de Design, agregando novos insumos. Falou também do novo espaço do Distrito, o RUA Citylab, que abriu as portas em agosto com um galpão de 2 mil metros quadrados no bairro Santo Cristo. Com locais para coworking, oficinas, galeria de arte, palco para shows, a idéia é tornar o local centro de referência em experimentações em artes, design, inovação, tecnologia e entretenimento.

Eliane Costa, coordenadora do MBA de Gestão e Produção Cultural da FGV-Rio, ressaltou a função de órgão público que o INT exerce também atuando com tecnologias sociais e junto ao território que ocupa. Uma das fundadoras do bloco Escravos da Mauá, criado há 23 anos em sua maioria por servidores do INT, ela lembrou as atividades que o instituto lidera desde então na valorização cultural que hoje se consuma na Região Portuária do Rio de Janeiro. Dividindo a organização do livro "De Baixo para Cima" com Gabriela Agustini, trazendo no currículo dez anos à frente da Gerência de Patrocínios da Petrobras e também autora o livro "Jangada Digital", sobre as políticas voltadas à cultura digital, Eliane defende o uso crescente dos espaços de democratização do conhecimento para a inclusão social e práticas de inovação.

José Alberto Aranha, vice-presidente da Associação Nacional de Incubadoras e Parques Tecnológicos (Anprotec), destacou que o ambiente de incubação de empresas de base tecnológica está em profunda transformação. Criador e diretor do Instituto Gênesis da PUC-Rio – que relatou já ter graduado 160 empresas, das quais 90% hoje estabelecidas com sucesso –, ele defende também a chamada user inovation (inovação do usuário) como segredo para fomento à inovação. Citou o exemplo emblemático da Coreia, que tem uma cidade laboratório: New Songdo, a 65 quilômetros da capital Seul, inteiramente planejada como um distrito internacional de negócios. Na opinião de Aranha, a solução que se firma atualmente são âncoras tecnológicas diversas, sejam incubadoras, parques, espaços de coworking, que reúnam e conectem espaços, transformando o espaço urbano em um grande laboratório.

 

 

 

 

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