Apresentação
Extensão Tecnológica representa “um conjunto de ações que levem a identificação, absorção e implementação de tecnologias, mesmo aquelas conhecidas e estabelecidas, neste caso tidas como boas práticas; provendo o cliente, de informações técnicas, serviços e recomendações na forma de programas”. As ações de extensão tecnológica, segundo fundamentos de OCDE (OCDE,1997), relacionados a programas de difusão tecnológica, devem possuir as seguintes características básicas:
> a existência de metodologias de atuação junto às empresas que avaliem e utilizem as capacidades de organização, de desenvolvimento dos recursos humanos, de gestão empresarial e principalmente de produção, focado para a realidade empresarial a que se pretende atuar;
> a existência de um corpo técnico especializado em extensão, isto é, profissionais qualificados no uso de técnica de negociação, diagnóstico e proposição de ações, com expertise em consultoria empresarial;
> a existência de mecanismos de investimento para fins de atualização tecnológica e de gestão empresarial e, de forma concomitante, instrumentos de apoio ao fomento de atividades de desenvolvimento de inovação tecnológica;
> a presença de uma rede de informações direcionadas para os interesses das empresas organizadas com base nos serviços disponíveis em centros de atendimento e contatos com entidades tecnológicas prestadoras de serviços.
O Instituto Nacional de Tecnologia (INT), ao longo de sua trajetória, faz da difusão e extensão tecnológicas instrumentos poderosos de ação que visam levar às empresas toda sua infraestrutura de laboratórios e conhecimentos acumulados por seus profissionais em uma vertente complementar aos projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológicos de grande envergadura. Sua ação é tradicional e reconhecida em segmentos escalares da economia e desenvolvimento tecnológico do País. Com aplicação específica as micro, pequenas e médias empresas, traz resultados e melhorias de competitividade que possibilitam a participação dessas empresas nos mercados local, regional, nacional e internacional. Exceto pelas práticas de gestão empresarial, espaço destinado ao Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas (Sebrae), há forte atuação do INT em todos os demais segmentos dessa atuação.
Projetos
Atualmente as ações de Extensão Tecnológica no Instituto Nacional de Tecnologia (INT) espelham-se nos Programas de Apoio Tecnológico a Exportação para micro, pequenas e médias empresas (PROGEX) e no Programa de Assistência Tecnológica por meio de Unidades Móveis (PRUMO), onde há linhas de subvencionamento governamental para financiar intervenções dessa natureza em empresas em geral delimitadas pelo foco na exportação – mercadológico e pelo segmento de transformados plásticos no caso do PRUMO. Soma-se a isso as atividades das áreas técnicas relacionadas ao tema em questão destacando-se: Gestão de Produção (DGEP) com o desenvolvimento de ferramentas computacionais para otimizar a gestão dos processos de produção. A área de Desenho Industrial (DVDI), no desenvolvimento de produtos e embalagens, associa o design como fator de diferenciação competitivo. Ou ainda, as áreas que realizam ensaios, testes e pareceres técnicos; nas quais sua bem aparelhada infraestrutura laboratorial e de pessoal prestam serviços técnicos especializados em materiais e produtos, processamento e caracterização de materiais não metálicos, corrosão e degradação, energia de forma geral – gás natural, combustíveis, catalisadores e processamento químico e ensaios químicos em geral.
Perspectivas
Com o lançamento do Sistema Brasileiro de Tecnologia (SIBRATEC), no plano de ação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), recém incorporado por seus componentes pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), está prevista a aglutinação das ações de extensão e difusão tecnológica ao amparo desse sistema. A coordenação da Rede Rio de Janeiro de Extensão Tecnológica pelo INT vem agregar os programas anteriores em uma linha de subvenção para as empresas e a coordenação de duas redes temáticas de serviços tecnológicos – Saúde e Biocombustíveis. Ela permite, nessas áreas temáticas, posição preponderante na organização da oferta de apoio tecnológico às empresas de todo Brasil no que concerne ao fortalecimento e ao esforço da inovação. Somado a isso está a terceira componente do Sibratec, que é aquela dedicada a formação de redes voltadas ao desenvolvimento de projetos mais robustos voltados à inovação.





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