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INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA (INT)

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) tem uma atuação estratégica voltada para a inovação e o desenvolvimento tecnológico do país, que remonta à sua criação, em 1921. Atualmente, esta unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com sede no Rio de Janeiro, mantém parceria com o setor produtivo, disseminando soluções tecnológicas inovadoras, oferecendo serviços técnicos especializados e certificando produtos.

As atividades do INT foram sempre marcadas pelo seu pioneirismo. Foi o primeiro a desenvolver tecnologias de uso do etanol como combustível para veículos automotivos, regulamentação metrológica, estudo de óleos vegetais como biocombustíveis, estudos de processo para utilização de carvão vegetal na siderurgia e serviço de informações tecnológicas para atendimento ao setor empresarial. O Instituto contribuiu, ainda, para episódios marcantes, como a confirmação da existência de petróleo no Brasil, em Lobato (BA), o desenvolvimento do método de ensaio de concreto, o levantamento antropométrico da população brasileira e a validação tecnológica do Proálcool.

A participação no programa EMBRAPII colocou o INT numa posição estratégica para estimular a inovação nas empresas. Valendo-se da sua característica politécnica, o Instituto reúne condições para desenvolver projetos de inovação que hoje as indústrias demandam para se firmarem em um mercado cada vez mais competitivo.

O INT agrega ações ágeis e transversais, envolvendo competências em Petróleo e Gás, Petroquímica, Química Verde, Saúde, Energias Renováveis, Tecnologias Sociais e Defesa. Em sua infraestrutura, conta com 20 laboratórios, além de dispor de profissionais altamente capacitados em pesquisa e desenvolvimento.

No INT, o desenvolvimento das tecnologias químicas conta com um moderno complexo laboratorial, associado à sólida formação de parte significativa de seus pesquisadores com especializações, mestrado e doutorado em polímeros, catálise, corrosão, química analítica, química inorgânica, química orgânica, bioquímica, espectroscopia e microscopia eletrônica. Essa associação permite propor soluções articuladas e complementares às questões relevantes identificadas pela indústria química nacional em petróleo, gás e petroquímica, química de renováveis, biocombustíveis, agroindústria, polímeros e na síntese de estruturas orgânicas e inorgânicas, entre outras.

De forma complementar e transversal, o INT integra o Sistema Nacional de Nanotecnologia (SISNANO), por intermédio de seu Centro de Caracterização em Nanotecnologia (CENANO), com status de Laboratório Estratégico. Esta competência permite propor soluções inovadoras em nanoquímica, tendo por base as Tecnologias Químicas, Orgânica e Inorgânica.

O Instituto é também a primeira unidade de pesquisa pública federal credenciada para certificar produtos. Atua desde 2001 como Organismo Certificador de Produtos (OCP 0023), ensaiando e conferindo a marca de conformidade a produtos, como preservativos masculinos, embalagens de álcool, fósforos, capacetes, luvas cirúrgicas e de procedimentos, próteses mamárias, cachaça e produtos orgânicos.

 

CENTRO DE CARACTERIZAÇÃO EM NANOTECNOLOGIA PARA MATERIAIS E CATÁLISE (CENANO)

 

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Nos últimos anos, vários projetos do INT foram contemplados com financiamento FINEP, ANP e Petrobras, em diversas áreas de atuação. Dentre eles, cabe destacar alguns relacionados à infraestrutura, como o CT-INFRA-PROINFRA/01/2006, firmado no convênio FINEP 01.07.0340.00, e o convênio Petrobrás 0050.0042851.08.4, que permitiram a criação do Centro de Caracterização em Nanotecnologia para Materiais e Catálise (CENANO), marcando a importância estratégica do tema nanotecnologia no Instituto.

Apesar de o CENANO ter sido inaugurado em 22 de novembro de 2010, o início da atuação do INT em Nanotecnologia remonta ao ano de 2001, quando participou da fase I do Projeto de Implantação da Rede de Nanomateriais e Aplicações, lançado pelo CNPq e coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, envolvendo as áreas de catálise e materiais da Instituição. Em 2002, suas iniciativas voltaram-se à elaboração de um Projeto Estruturante em Nanotecnologia, submetido ao então MCT, e mais adiante, à elaboração do Plano Diretor 2006-2010, com programas voltados para as ações em prospecção em nanotecnologia e, mais recentemente, com a criação, em 2007, do Grupo de Gestão em Nanotecnologia, com foco principal na gestão dessas ações, sem perder de vista as contribuições anteriores. Uma vez definidos os principais temas de atuação, o enfoque passou a ser a implementação das ações voltadas à pesquisa em Nanotecnologia, agindo em duas frentes: a interna, voltada para a consolidação dessas ações envolvendo as áreas de materiais, catálise e corrosão, atuando também na especificação de equipamentos necessários à caracterização de estruturas nanométricas; e a externa, visando à inserção do instituto nos fóruns de debate e instâncias de regulamentação dos diferentes aspectos envolvidos com a nanotecnologia no Brasil. No primeiro caso, ao longo de 2008, foram definidos os requisitos técnicos para a compra de três equipamentos: um microscópio eletrônico de varredura com filamento de tungstênio (MEV), um microscópio eletrônico de varredura por emissão de campo (FEG) e um espectrômetro fotoeletrônico por raios X (XPS), que chegaram ao instituto ao término de 2009 e foram instalados a partir de 2010.

Posteriormente, novos microscópios foram instalados, e hoje o CENANO conta também com um microscópio eletrônico de transmissão de alta resolução (MET), um microscópio confocal, um microscópio eletrônico de varredura ambiental, microscópio eletrônico de varredura “dual beam” com Feixe de Íons Focalizado (FIB).

Em 2013, o CENANO foi escolhido para participar da rede SISNANO do MCTIC, que tem por propósito a integração de diversos laboratórios de institutos de pesquisa e universidades do Brasil, englobando empresas industriais e comerciais, órgãos governamentais, universidades e outros centros tecnológicos em nanotecnologia.

As atividades do CENANO promovem um avanço significativo às áreas técnicas do INT, permitindo uma considerável melhoria no atendimento das demandas específicas dos setores da Saúde, Petróleo e Gás, Petroquímica, Energias Renováveis e Defesa, principais focos de atuação do INT.

 

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