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Terça Tecnológica - Manufatura avançada: a 4ª Revolução Industrial

Terça Tecnológica apresenta o novo modelo industrial da manufatura avançada

Conectividade, virtualidade, descentralização, modularidade, flexibilidade: essas são algumas das características da manufatura avançada: um novo modelo de produção considerado por muitos pesquisadores como a quarta Revolução Industrial. O tema foi evidenciado em 2013, na Alemanha, quando um conglomerado de empresas e associações de engenharia lançou a iniciativa Indústria 4.0. A partir daí, praticamente todos os países industrialmente relevantes lançaram seus próprios programas de manufatura avançada.

Atuando com pesquisa e desenvolvimento em várias frentes relevantes para este novo paradigma – simuladores de produção, sistema integrado de informações, impressão 3D, monitoramento remoto de sensores, simuladores de movimento humano – o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) está formando um grupo de trabalho sobre o tema. "Manufatura avançada: a 4º Revolução Industrial", que será também o título da próxima palestra da Terça Tecnológica do INT, evento que divide com o público geral, com foco nos estudantes universitários, as discussões e pesquisas em curso no Instituto. O evento acontece no próximo dia 25 de abril, às 14h30, no auditório do INT, com inscrições gratuitas.

"A estrutura multidisciplinar do INT se encaixa nas demandas da manufatura avançada, que tem como característica marcante o uso integrado de tecnologias oriundas de diferentes áreas de conhecimento tecnológico", destaca o engenheiro de produção Manoel Saisse, tecnologista da área de Engenharia de Avaliações e de Produção do INT, que será um dos palestrantes da Terça Tecnológica. Doutor em engenharia de produção, ele atua com simulação computacional, otimização matemática, planejamento da produção e estratégia de manufatura.

Manoel Saisse explica que a Indústria 4.0 busca explorar as possibilidades de comunicação e flexibilidade, disponibilizadas pela microeletrônica, computação e automação. Como exemplos de flexibilidade, cita a manufatura aditiva, capaz de fabricar peças e conjuntos de formas intrincadas em tempo reduzido e com grande precisãoos materiais inteligentes, capazes de se moldarem e adquirem novos comportamentos em função de estímulos externos e a virtualização do projeto de produtos, que resulta numa redução significativa do tempo de desenvolvimento de novos produtos. "Todos os elementos da cadeia de suprimentos (materiais, produtos e recursos) passam a ter uma identificação de tipo IP (internet protocol), o que aumenta sua rastreabilidade e possibilidade de controle. A virtualização dos produtos, incluindo todas as suas características físicas e de engenharia, por sua vez, amplia as possibilidades de customização à distância , feitas pelo próprio consumidor final" – ressalta Manoel.

O Brasil está preparado para a Indústria 4.0?

"Tecnologicamente, as inovações que compõem a chamada quarta Revolução Industrial já são realidade, acessíveis a empresas de todo o mundo, pois a capacidade computacional e a automação cresceram muito e ficaram bem mais baratas", avalia o tecnologista Jorge Lopes dos Santos, assessor da Direção do INT.

"A grande preocupação é que essas tecnologias substituem o trabalho humano, necessitando um nível elevado de capacitação para os novos postos criados para atuar nesse modelo de produção", alerta o PhD em design de produtos. Juntos, manufatura avançada, design thinking e inteligência artificial promovem uma linha de produção inteiramente automatizada, com maior capacidade produtiva, melhor qualidade e mais rápida.

A internet das coisas, juntamente com a digitalização e a robótica influenciam ainda no dia-a-dia das pessoas, que cada vez tem menos contato com meios físicos. "Isso traz inclusive novas relações de consumo, pois a propriedade vem sendo substituída por serviços e aplicativos", revela Jorge Lopes.

"Em países com a indústria e, especialmente, a Educação bem organizadas, essas n vem sendo muito bem assimiladas", destaca o designer, que cita o exemplo da alteração curricular empreendida pelo Reino Unido em 2012, que inseriu aulas de programação para alunos desde a 5ª série. "O Brasil avaliar bem esse impacto e se preparar, se quiser se beneficiar com essas novas possibilidades", adverte Jorge Lopes.

 

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