O primeiro workshop da Rede de Produção de Hidrogênio e Combustíveis do Ministério da Ciência e Tecnologia revelou avanços importantes no desenvolvimento da tecnologia de hidrogênio para uso em células a combustível. Presente ao evento, o coordenador geral de tecnologia setoriais do MCT, Adriano Duarte Filho, acredita que a rede, que integrou instituições de pesquisa e universidades em torno do tema, agora tem algo a mostrar e os resultados já começam a despertar o interesse das empresas.
O evento foi realizado segunda (10) e terça-feira (11) no auditório Fonseca Costa, com a participação de especialistas da Petrobras, Unicamp, IPEN, Cepel, USP, UFRJ, UFF, entre outras instituições. Os pesquisadores Eduardo Lombardo (Argentina) e Mireya Goldwasser (Venezuela) também foram destaques neste evento, trazendo a contribuição das experiências de produção de hidrogênio em seus países.
Além da exposição do progresso dos trabalhos, no período da tarde do dia 11, os pesquisadores e tecnologistas do MCT e das 14 instituições participantes realizaram uma reunião para avaliar o avanço da Rede, as dificuldades encontradas, ajustes necessários e as próximas ações do grupo.
A Rede de Produção de Hidrogênio e Combustíveis faz parte do Programa de Ciência Tecnologia e Inovação para a Economia do Hidrogênio (ProH2), que começou a ser elaborado em 2003 pelo MCT, com apoio da Finep. O Ministério adotou como estratégia a organização de redes temáticas envolvendo etapas importantes do desenvolvimento nacional da tecnologia de hidrogênio e de sistemas de célula a combustível.
Coordenada pelo INT, através da Divisão de Catálise e Processos Químicos, a Rede de Hidrogênio avança no desenvolvimento meios de produção desse hidrogênio a partir de gás natural, etanol e outras fontes renováveis de energia como biomassas. O próximo workshop do grupo para avaliar a seqüência do programa será ainda este ano, no segundo semestre, anuncia o coordenador Adriano Duarte Filho, da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT.